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Para que serve, afinal, a casa dos Segredos?

Muitos se questionam e criticam a Casa dos Segredos. Não percebem como é que dezenas (leia-se milhares!) de pessoas são capazes de ter vontade de se expôr perante milhares de pessoas.

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Eles não percebem e, sinceramente, eu até entendo: a busca da fama fácil e de bastante dinheiro a troco de (nenhum) trabalho. Só que não querem dinheiro depois de estudarem, não querem ir para as filas do desemprego, levantar cedo para ir trabalhar ou ter descanso um mês durante um ano.
Querem apenas beber uns copos e receber dinheiro para comprar roupas novas. Poucas são as excepções. Muito poucas!

Hoje em dia para se entrar num programa destes é preciso ser bonito, sujeitar-se a tudo e mais alguma coisa e principalmente, ter (ou inventar, digo eu…) histórias incríveis. Esta edição foi das mais ridículas que já vi em todos os reality-shows.

Desde inventarem casais logo de início só para venderem (sexo!), a (supostas) agressões. Um monte de insultos, de faltas de respeito, de falta de humanismo. Foi para isto que entraram? Foi. Claro que foi. Já não a “magia” da novidade, desde o primeiro segundo que falam em jogo. Grupos? Iria haver sempre. Há sempre! Mas é mesmo necessário manipularem uns aos outros, ameaçarem, etc? É mesmo necessário fazerem sexo (ou, como dizem, amor) durante o dia? À vista de todos? Tudo para serem falados? Não me parece.

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Os residentes foram escolhidos a dedo. Aliás, até me dá vontade de perguntar se não existirá uma cláusula que diga “tem que conhecer algum concorrente de outras edições”. Ou isso, ou então o mundo é
mesmo uma aldeia e todos se conhecem. Curiosamente (e corro o risco de me insultarem a partir daqui), andam todos na Noite. E não digam que não. A maioria que sai à noite não é o/a típico/a par ideal. Não falo daquelas saídas esporádicas, falo daquelas saídas que causam o conhecimento de quase todas as outras pessoas que também não saem das discotecas.

São essas pessoas que são conhecidas por “andarem com uns e com outros”, sempre de copo na mão. E é impossível desmentir isso. Basta olhar para a televisão e ver quando são as festas na Casa. A atitude de todos eles reflecte o que se passa na Noite. A minha questão é apenas uma: vale a pena perder a privacidade e de expôr os familiares para ganhar esse dinheiro (tão) fácil?? Não me parece.

Custa-me ver a crise de valores que anda por esse mundo fora, pela falta de vontade dos jovens em relação ao trabalho, pelo excesso de cuidado do físico. Vemos dezenas de erros de cultura geral, ignorância autêntica. Mas se
perguntarem qual a marca de determinado artigo de beleza, certamente sabem o nome. É triste.
E, principalmente, é triste ver uma produção capaz de brincar desta forma com os sentimentos das pessoas. De arranjar conflitos entre eles. É o que vende.
E não, nem sempre se vê este tipos de programas para se distrair. Vê-se para perceber como o mundo está mal, como não há valores. Que vença o mais verdadeiro, o mais divertido, o que, no fundo, é o mais autêntico. Leia-se “Ruben” nestas minhas palavras. E que, tanto ele como os outros, não se deixem levar (ainda mais!!!) pela fama fácil.
Porque a fama vem e vai num instante, já os valores podem nunca mais voltar…

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 Escrito por A. Silva