Velhos Tempos

Velhos Tempos: A história de sucesso da «Academia de Polícia»

Artigo escrito por Hugo Silva do Ainda Sou do Tempo Blog

Academia de Polícia foi uma série de comédias que mostravam como se pode construir uma franquia sem gastar muito dinheiro, apenas com um elenco divertido cheio de química, uma boa série de gags e um excelente antagonista.

O primeiro filme da série saiu em 1984, e mostrava aquilo que seria o conceito para os restantes 7, um grupo de pessoas sem muito a ver umas com as outras a não ser o facto de serem párias da sociedade por uma razão ou por outra. Steve Guttenberg acabou por ser o líder e a estrela da franquia, isto apesar de todos gostarmos de igual forma dos malucos que formavam esta Academia.

No primeiro vemos como eles se reúnem, depois do mayor da cidade decidir que qualquer um podia ser polícia, fazendo com que todo o tipo de pessoa se fosse inscrever na academia. Na segunda parte vão ajudar o irmão do seu comandante que se encontra numa das piores zonas da cidade, os dois primeiros filmes são sucesso de bilheteira, ultrapassando os 100 milhões de Dólares, o que para uma comédia do género tornou as películas um enorme sucesso em Hollywood.

No terceiro Academia de Polícia vemos duas academias a competir pelos dinheiros do estado, enquanto no quarto vemos de novo algo semelhante ao primeiro, o facto de cidadãos comuns poderem se inscrever e fazer parte da polícia. Este foi o último com Guttenberg como a derradeira estrela, sendo substituído no quinto filme, que leva o grupo até Miami. Antes de acabar a década de 80 tivemos um sexto Academia de polícia, sendo que só em 1994 existiria uma nova película com o grupo a ir até Moscovo.

Os 4 primeiros são aqueles que todos se recordam com saudade, isto apesar destes recorrerem quase sempre a um humor básico, com innuendos sexuais e comédia física à mistura. Mas era o elenco e a química entre todos que fazia o sucesso, recordemos então:

Guttenberg era Mahoney, um mulherengo irresponsável que adorava pregar partidas, que ficou logo amigo de Larvell Jones, interpretado por Michael Winslow e que todos conheciam pelos seus dotes vocais capaz de imitar as coisas mais incríveis de se imitar.

Bubba Smith era Hightower, o negro calmeirão que assustava todos mas tinha coração de manteiga, David Graf era Tackleberry, o maluquinho das armas, Marione Ramsey personificava a calma de voz gentil Hooks e Leslie Easterbrook fazia de Callahan, uma loura alta que fazia todos ficarem a olhar para ela. Mais tarde juntaram-se Bobcat Goldwaith e Tim Kazurinsky que eram respectivamente Zed e Sweetchuck, oposto um do outro e que num dos filmes foram até antagonistas com um a ser um ladrão e o outro a vítima.

Para além disso tínhamos os vilões com Proctor a ser o coitadinho pau mandado, brilhantemente personificado por Lance Kinsey que tanto apoiava o comandante Harris como o Mauser. G.W. Bailey foi Harris, de longe o melhor vilão da série, já que era mau e parvo, uma combinação imbatível, enquanto Art Metrano como Mauser era apenas um vilão sem alma.

O veterano George Gaynes era o comandante Lassard, um velhote simpático, ingénuo e muito distraído. Existiram outras personagens a ter algum destaque em alguns filmes, como o trapalhão Fackler, mas este era o grupo principal de personagens.

Logicamente que temos que falar também do bar Blue Oyster, um bar de gays que foi quase que um membro honorário da academia, pelas gargalhadas que causou e pela ajuda que dava a enganar e atrapalhar os outros.

O sucesso desta franquia produzida por Paul Manslanksy era tanto que chegou a originar uma série televisiva e um desenho animados, ambos contando com a presença de Michae Winslow que se tornou o único membro a estar em todas as incarnações da academia.

Fala-se agora de um oitavo filme, o que desperta uma certa curiosidade mórbida, já que este tipo de humor até faz falta no cinema hoje em dia.

 

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