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Papa foi alvo de chacota e críticas no Twitter

O Papa estreou-se no Twitter em oito línguas (entre as quais, o português), que são usadas noutras tantas contas, separadas, mas réplicas exactas umas das outras. A conta em inglês é, de longe, a que atraiu mais pessoas: já tem mais de 900 mil seguidores à data de publicação deste artigo. A conta em português ronda os 36 mil seguidores.

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A operação foi montada em parceria com o próprio Twitter e a equipa do Vaticano que gere as contas (a Igreja reconhece que não é o próprio Bento XVI a escrever as mensagens) decidiu, porém, não retribuir e não vai seguir ninguém, com excepção das próprias contas papais nas noutras sete línguas – e sete é também o número de mensagens por ora publicadas.

Para lá da mensagem original, a conta deu respostas a questões colocadas por utilizadores, que podem utilizar as hashtags #askpontifex ou #B16 para interagir com o Papa (uma hashtag é uma expressão precedida pelo símbolo cardinal, que ajuda a pesquisar e agrupar mensagens no Twitter). Entre as perguntas endereçadas ao líder religioso estão questões que vão desde a pedofilia na Igreja Católica até aos personagens favoritos em séries televisivas – o Vaticano não respondeu nem a umas, nem a outras e resolveu abordar assuntos mais espirituais.

Apesar de abertos à interacção, os responsáveis decidiram manter o perfil do Papa limpo de qualquer menção a quem interpela Bento XVI. A técnica é a de publicar a pergunta seleccionada (nas oito línguas), logo seguida de uma mensagem com a réplica papal. “Como viver a fé em Jesus Cristo em um mundo sem esperança?”, foi uma das perguntas. A resposta: “Com a certeza de que a pessoa crente nunca está sozinha. Deus é a rocha segura sobre a qual construir a vida, e o seu amor é sempre fiel.”

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O recurso à ferramenta já deu azo a inúmeras mensagens que oscilam entre a chacota e a crítica. Foram também publicadas várias caricaturas e imagens satíricas. Por exemplo, um jornal americano publicou uma caricatura de Bento XVI, com um telemóvel na mão, a enviar uma mensagem: “Oh meu Deus! Esta tecnologia do século XXI é excelente para espalhar as minhas ideias do século XV sobre gays, mulheres e contracepção! LOL”. 

Houve também quem criasse um gif animado (uma animação de curta duração, que se repete ininterruptamente) com o momento em que o Papa, durante a cerimónia da estreia, teve dificuldades em premir o botão do Twitter no iPad.

fonte: publico