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Miguel Poiares Maduro já respondeu a Nuno Santos “um forte ataque pessoal”

"Quando alguém responde com ataques pessoais a um argumento isso diz tudo..."

Nuno Santos, o diretor geral da TVI recorreu este sábado às redes sociais para dar uma nova rasgadela… desta vez ao Miguel Poiares Maduro (ver aqui)


Entretanto, Miguel Poiares Maduro, já recorreu às redes sociais, para deixar uma longa resposta ao diretor geral da TVI.

Fica com o texto na integra:

“Como é público, chamei a atenção para a contradição entre os apelos de um grupo de media (TVI – Media Capital) solicitando apoios públicos aos media e uma política de contratações milionárias. Uma empresa privada deve ser livre de contratar quem quer e com o risco que quiser, é o mercado que vai premiar ou punir isso. O que não me parece aceitável é vir dizer um dia que se necessita de apoio público (qualquer que seja a forma, mesmo com antecipação de compra de publicidade) pois o mercado não funciona e, no dia seguinte, invocar que se é um empresa de mercado para se decidir pagar o que se quiser com o risco que se quiser.
Repeti isso numa entrevista à Lusa (que não serviu para me oferecer para nada mas foi um convite da Lusa na sequência da minha nomeação para Presidente do Board do European Digital Media Observatory, criado pela UE para combater a desinformação). Chamaram a minha atenção para que o Diretor da TVI me terá feito, a propósito da entrevista à Lusa, um forte ataque pessoal, acusando-me de me andar a oferecer ao meu partido, clube e às TVs.


Quando alguém responde com ataques pessoais a um argumento isso diz tudo…
Sobre a caracterização que é feita de mim o meu percurso (quase todo no estrangeiro) fala por si. Se há coisa a que estou sujeito com frequência (como, infelizmente em Portugal, acontece com qualquer pessoa que ganha relevância e tem intervenção civica) é acusações de que qualquer posição ou iniciativa que tomo é para ter este ou aquele cargo. Na verdade (e como aliás é público e notório em várias ocasiões) se há coisa que tenho recusado são cargos e convites no meu partido e no meu clube (só o aceitei nas circunstâncias excepcionais de 2013 e para trabalhar com uma pessoa que se revelou excepcional). Continuarei a contribuir civicamente mas não tenho nenhum desejo de algum cargo nos tempos mais próximos. Sendo (se não me engano) o Diretor da TVI jornalista é lamentável que faça uma acusação sem apresentar uma prova que seja (na verdade, nem uma alegação concreta, impedindo-me assim de sequer demonstrar a sua falsidade). Também fala de TVs dando a entender que eu me teria oferecido à SIC ou TVI (uma vez que já fazia comentário na RTP). Peço-lhe que diga quando, a quem e como eu me ofereci. Ou que me peça desculpas por se ter enganado.
Sobretudo, o que resulta disto é a forma como em Portugal é tratada a opinião cívica de um cidadão com notoriedade por alguém que se julga e sabe numa posição de poder. Vem o Director do Canal colocar o cidadão na ordem, não argumentando com ele, mas fazendo um ataque pessoal violento, não vá outra pessoa atrever-se (e notem como opiniões similares que foram expressas por líderes políticos não mereceram a mesma reação). É outro tipo de cancel culture, esta mais enraizada nas estruturas de poder da nossa sociedade.
Em nenhum momento eu exprimi um juízo pessoal sobre as pessoas em causa, critiquei (e crítico) uma situação e aquilo que me parece ser uma clara contradição. Mas como a minha voz é ouvida por alguns a reação tem de ser brutal e pessoal, para “me colocar na ordem” e passar a mensagem. Quem se mete com a TVI leva…! Receberam a mensagem?”


Como é público, chamei a atenção para a contradição entre os apelos de um grupo de media (TVI – Media Capital)…

Publiée par Miguel Poiares Maduro sur Samedi 8 août 2020

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