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Melânia Gomes publica fotografia a amamentar… e é criticada na TVI

Melânia Gomes mostrou-se nas redes sociais a amamentar o filho, algo que tem sido frequente também por parte de outras figuras publicas. Acabaram criticadas no Você na TV (aqui).


«Não é uma foto “pipi” de instagram, é a minha realidade (e acredito que a de muitas mães também), por isso nesta Semana Mundial do Aleitamento Materno, vou contar-vos a nossa história.
A Mafalda nasceu na noite de 31 de Maio, com 3,085kg. Assim que fomos para o recobro começou logo a tentar mamar. Nem ela nem eu sabíamos como isso se fazia, mas pensei que com o instinto a coisa ia lá. Os enfermeiros iam controlando e dando dicas, mas eu achava que doer fazia parte e que ia passar. Claro que chorou a noite toda, num misto de fome e mil outras coisas. Sempre achando que tudo fazia parte, eu tentava não incomodar ninguém… Apanhei vários turnos e vários profissionais, que tentavam ensinar-me o que era uma “boa pega” ou sugeriam o suplemento… Sabia que os bebés nascem com reservas e não precisam logo de leite, até porque só temos ainda colostro e isso basta-lhes, então resisti ao suplemento. No dia seguinte “acordo” (sim, entre aspas, pq obviamente não dormi), com os mamilos em ferida e uma cria esfomeada. Com o auxílio de toda a ciência (cremes, discos, protectores de silicone de mamilos, tudo!) e várias mãos de enfermeiras nas minhas maminhas, continuámos a nossa luta, sem sucesso. Até que já muito desesperada, no segundo dia à noite, a Mafalda tomou uma dose mínima de suplemento. Vê-la a beber aquilo foi um misto de dor, por não estar eu a ser capaz de lhe dar aquela satisfação, e por outro lado alegria, por ver a minha filha feliz e saciada. O terceiro dia já correu melhor, relaxei e o primeiro leite apareceu, mas o suplemento continuou, para o bem de todos, com umas horas extra de sono. Fomos para casa (já com a minha real, mas tranquila, subida de leite) e a Mafalda começou a preferir beber o biberão e dormir na maminha (claro… quem não? Lol)… Estava na verdade baralhada e não sabia o que fazer, nem nós! Com perda de peso e sem mamar bem, não era possível retirar o suplemento.


Começa então uma nova luta, que quase fez com que eu perdesse o leite. Em desespero procurámos a @enf.carmenferreira que nos ensinou, entre mil outras coisas, a técnica do tubinho (beber o suplemento pelo tubo colado ao peito, dava-lhe a ilusão de que o leite vinha dali, e assim estimulava a minha produção de leite). Graças a isso a Mafalda passou só a querer mama, tive assim uma segunda subida de leite, (com direito a febre, dores, dar de mamar a chorar, drenar a chorar, antibióticos, tudo!). Mas resultou! A Mafalda começou a ganhar peso e fomos reduzindo o suplemento. Não retirámos ainda por completo, nem sabemos se o vamos fazer. Toma duas doses de 30 ml a cada 24h (muito pouco eu sei). Mas para já estamos bem assim. Deixou também muito rápida e naturalmente de mamar com o protetor de silicone nos mamilos. E não há drama se tiver que tomar uma vez por outra o suplemento no biberão, por eu estar no médico ou assim. Já não se baralha.
Enfim, isto tudo para dizer que a amamentação pode não ser fácil, nem intuitiva. Há muita ciência e técnica por trás e com a ajuda certa (e querendo, claro), pode ser possível inverter qq cenário.
Força mamãs! O vosso leite é o melhor para os vossos bebés, seja durante o tempo que for.
E a minha cabeça, no meio disto tudo? Bom, isso era outro “filme”… Fica para outro(s) post(s)!»


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Não é uma foto “pipi” de instagram, é a minha realidade (e acredito que a de muitas mães também), por isso nesta Semana Mundial do Aleitamento Materno, vou contar-vos a nossa história. A Mafalda nasceu na noite de 31 de Maio, com 3,085kg. Assim que fomos para o recobro começou logo a tentar mamar. Nem ela nem eu sabíamos como isso se fazia, mas pensei que com o instinto a coisa ia lá. Os enfermeiros iam controlando e dando dicas, mas eu achava que doer fazia parte e que ia passar. Claro que chorou a noite toda, num misto de fome e mil outras coisas. Sempre achando que tudo fazia parte, eu tentava não incomodar ninguém… Apanhei vários turnos e vários profissionais, que tentavam ensinar-me o que era uma “boa pega” ou sugeriam o suplemento… Sabia que os bebés nascem com reservas e não precisam logo de leite, até porque só temos ainda colostro e isso basta-lhes, então resisti ao suplemento. No dia seguinte “acordo” (sim, entre aspas, pq obviamente não dormi), com os mamilos em ferida e uma cria esfomeada. Com o auxílio de toda a ciência (cremes, discos, protectores de silicone de mamilos, tudo!) e várias mãos de enfermeiras nas minhas maminhas, continuámos a nossa luta, sem sucesso. Até que já muito desesperada, no segundo dia à noite, a Mafalda tomou uma dose mínima de suplemento. Vê-la a beber aquilo foi um misto de dor, por não estar eu a ser capaz de lhe dar aquela satisfação, e por outro lado alegria, por ver a minha filha feliz e saciada. O terceiro dia já correu melhor, relaxei e o primeiro leite apareceu, mas o suplemento continuou, para o bem de todos, com umas horas extra de sono. Fomos para casa (já com a minha real, mas tranquila, subida de leite) e a Mafalda começou a preferir beber o biberão e dormir na maminha (claro… quem não? Lol)… Estava na verdade baralhada e não sabia o que fazer, nem nós! Com perda de peso e sem mamar bem, não era possível retirar o suplemento. Começa então uma nova luta, que quase fez com que eu perdesse o leite. Em desespero procurámos a @enf.carmenferreira que nos ensinou, entre mil outras coisas, a técnica do tubinho (beber o suplemento pelo tubo colado ao peito, dava-lhe a ilusão… CONTINUA NOS COMENTÁRIOS

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