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Escritor Pedro Chagas Freitas publica carta aberta à EDP: “não cobrem”

Pedro Chagas Freitas mostrou-se solidário com o drama de milhares de famílias portuguesas que vão ter alguma dificuldade em pagar as despesas no final do mês, devido à pandemia do Covid-19 (ou coronavírus). O escritor escreveu uma carta aberta aos gestores da EDP e publicou nas redes sociais.


Lê na íntegra:

“CARÍSSIMOS GESTORES DA EDP:

Se não sabem ficam a saber, Portugal está em Estado de Emergência.

Se não sabem ficam a saber, grande parte dos portugueses está, não porque queira, em casa.

Se não sabem ficam a saber, esses portugueses estão, por isso, a consumir muito mais energia eléctrica.

Se não sabem ficam a saber, uma parte desses portugueses tem, nesta fase, rendimentos bastante reduzidos — ou até nulos.

Se não sabem ficam a saber, é nestas alturas que se vê a grandeza das pessoas — e, claro, das empresas.

Lanço, então, um apelo simples: não cobrem. Ou pelo menos cobrem só uma percentagem. Ou reduzam tarifas. Ou passem todas as horas para a tarifa de hora “morta”. Ou qualquer outra solução que vos passe pela cabeça para amenizar este choque que no final do mês (dos meses) vai atacar milhares (milhões) de portugueses.

Se perderem margem de lucro, se no final do ano o vosso Relatório & Contas mostrar que não vão distribuir dividendos tão volumosos como quase sempre, digam aos accionistas que este ano fizeram mesmo aquilo que preconiza o vosso lema: distribuíram energia às pessoas. Vão ver que elas vão agradecer.

Com estima, e desde já agradecido,

Pedro Chagas Freitas”

 

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CARÍSSIMOS GESTORES DA EDP: Se não sabem ficam a saber, Portugal está em Estado de Emergência. Se não sabem ficam a saber, grande parte dos portugueses está, não porque queira, em casa. Se não sabem ficam a saber, esses portugueses estão, por isso, a consumir muito mais energia eléctrica. Se não sabem ficam a saber, uma parte desses portugueses tem, nesta fase, rendimentos bastante reduzidos — ou até nulos. Se não sabem ficam a saber, é nestas alturas que se vê a grandeza das pessoas — e, claro, das empresas. Lanço, então, um apelo simples: não cobrem. Ou pelo menos cobrem só uma percentagem. Ou reduzam tarifas. Ou passem todas as horas para a tarifa de hora “morta”. Ou qualquer outra solução que vos passe pela cabeça para amenizar este choque que no final do mês (dos meses) vai atacar milhares (milhões) de portugueses. Se perderem margem de lucro, se no final do ano o vosso Relatório & Contas mostrar que não vão distribuir dividendos tão volumosos como quase sempre, digam aos accionistas que este ano fizeram mesmo aquilo que preconiza o vosso lema: distribuíram energia às pessoas. Vão ver que elas vão agradecer. Com estima, e desde já agradecido, Pedro Chagas Freitas

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