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Diário de Anne Frank censurado nos EUA por ser “pornográfico”

O famoso Diário de Anne Frank está a criar polémica nos Estados Unidos. Alguns pais acreditam que o livro é “pornográfico” e perturbador para crianças do ensino básico.

A trágica história de Anne Frank, uma rapariga judia que se viu obrigada a esconder, juntamente com a família, durante o holocausto nazi e que acabaria por morrer, em 1945, no campo de concentração de Bergen-Belsen, foi eternizada em livro pela própria.


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Durante os anos em que permaneceu escondida, Anne foi relatando as suas aventuras no esconderijo, a guerra e as suas angústias pessoais. Desde que foi publicado, em 1947, o diário da adolescente é leitura recomendada a partir do ensino básico nos Estados Unidos.

Contudo, alguns pais mostraram-se preocupados por o livro se revelar “pornográfico”, principalmente nos capítulos em que Anne Frank começa a descobrir o seu corpo. Estes capítulos tinham sido excluídos, nas primeiras edições do livro, pelo pai da rapariga, por serem demasiado explícitos, mas foram, novamente, acrescentados, na nova edição do diário, por ocasião do 50.º falecimento da autora.

Uma mãe, no estado do Michigan, acredita, contudo, que esta versão é muito explícita, e até pornográfica, para crianças do sétimo ano, explica o The Huffington Post. Segundo a mesma fonte, a queixa terá sido apresentada ao canal Fox 2 por Gail Horalek, a mãe de uma estudante, que explica que a filha “não gostou de ler os capítulos” em que Anne Frank fala da descoberta do seu próprio corpo.

Horalek considera que é “impróprio para um professor sugerir este tipo de material, quando é tarefa dos pais dar aos jovens esse tipo de informação”.


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Os pais sugerem, agora, às escolas, que lhes seja pedida permissão antes de recomendarem a leitura do mais famoso diário a relatar as consequências da Segunda Guerra Mundial, por ser inapropriada a crianças de 12 e 13 anos.

Uma situação idêntica aconteceu, há três anos, no estado de Virgínia, onde uma escola decidiu banir a edição definitiva, depois de um pai se ter queixado da passagem em que Anne Frank descreve a sua vagina.

Desde aí, a escola tem recomendo a edição abreviada da obra para evitar os capítulos com conteúdo sexual.

fonte: JN