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Carlos Costa é anti tourada e ‘protesta’ nos Troféus Impala de Televisão

Carlos Costa foi aos Troféus Impala de Televisão com um ‘outfit’ fora do comum e foi para passar uma mensagem de protesto. Nas costas leva umas bandarilhas espetadas.


«Preferia fazer correr sangue nas minhas próprias costas, do que nas costas de outro ser vivo – peço, respeitosamente, que consideremos este meu ato, como uma manifestação de opinião pessoal. Simplesmente isso. Toda a minha infância cresci como apreciador de touradas e de tudo o que as rodeava. A verdade é que, com o amadurecer, percebi que o meu fanatismo para com as touradas não passava de fanatismo por ver e apreciar cada um dos animais intervenientes no espectáculo», começou por dizer.

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Preferia fazer correr sangue nas minhas próprias costas, do que nas costas de outro ser vivo – peço, respeitosamente, que consideremos este meu ato, como uma manifestação de opinião pessoal. Simplesmente isso. Toda a minha infância cresci como apreciador de touradas e de tudo o que as rodeava. A verdade é que, com o amadurecer, percebi que o meu fanatismo para com as touradas não passava de fanatismo por ver e apreciar cada um dos animais intervenientes no espetáculo. Eu não tinha maturidade para entender o que era exatamente “o lado menos bom” de uma tourada. Mas, com o passar dos anos e com a evolução dos meios de comunicação percebi que aqueles animais sofrem nos seus últimos momentos de vida. Essa realidade destrói-me. Não sou nenhum fundamentalista e acho muito sinceramente que devemos recordar aquilo que faz parte da História, no entanto considero que não a precisamos perpetuar. Não a devemos esquecer ou negar… mas repeti-la, depois de percebermos que no final de contas o seu único objetivo é contemplar as diferentes formas "majestosas" de trazer sofrimento a outro ser vivo. É demasiado, para mim! Hoje, temos todos noção que os gladiadores existiram, mas entrariam numa arena para matar um outro ser vivo? Jamais! Não colocaria os pés em nenhum espetáculo onde qualquer ser vivo fosse morto, espetado ou esfaqueado, especialmente por puro entretenimento alheio. Devemos recordar e dignificar a tradição, como parte daquilo que fomos, mas apenas isso – recordar! Relembrar o número de vidas que se perdeu por entretenimento e dedicação a uma tradição repleta de arte, mas também de muito sangue… porque hoje somos maiores e melhores que ontem. Aplaudo a arte de vestir, aplaudo a linguagem corporal de qualquer Toureiro, aplaudo toda arte envolvente nas touradas, porque transpira arte, expressão, moda até. Mas não a posso aplaudir mais… não quando envolve a vida de um ser que não escolheu estar naquela arena. Acho que a evolução humana já nos permite perceber o quão gigante é a atrocidade que cometemos para consumir diariamente quantidades industriais de carne. Sugiro paradas! Desfiles com as magníficas vestes das touradas, mas deixemos os animais em paz!

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