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Bate boca entre os actores Pedro Lima e Ângela Pinto

Pedro Lima desabafou novamente nas redes sociais, desta vez a favor de uma diferenciação nas pensões recebidas, de acordo com o número de filhos de cada contribuinte.


«Cá estou eu a desalinhar, mais uma vez, do politicamente correto, perguntando àqueles que escolhem ter zero ou um filho, quem é que acham que lhes vai pagar as pensões de reforma. Talvez, um dia, algum governo se encha de coragem e valorize as pensões em função dos filhos que se teve e criou».

«Porque não sou eu, com os descontos que realizei, que vou pagar a minha reforma. São os meus filhos, para quem reservei a maior parte do rendimento que me sobrou depois de pagar impostos e descontos para a Segurança Social», acrescenta ainda.


Quem não gostou de ver e ler a publicação foi a actriz Ângela Pinto. «Receber reforma consoante se teve filhos ou não seria de uma extrema injustiça, por imensas razões que não cabem aqui! Já para não falar da liberdade individual, do ser único que cada um é. Ter filhos é um ato de amor imenso que tem de ser desejado e sentido, ter filhos para ter reforma parece-me abjeto!», atirou.


«Já agora, acho os teus meninos lindos, adoro o teu sentido de família, mas é a tua forma de estar na vida, e não pode ser imposta a mais ninguém!», conclui.

Pedro Lima não se ficou, «Relendo o texto que escrevi, não descubro razões para a interpretação que fazes e que não corresponde de forma alguma ao que penso. Liberdade acima de tudo».

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Ouço e leio com frequência a reivindicação do direito às pensões de reforma com o argumento de se ter descontado uma vida inteira. Já me dei ao trabalho de fazer umas contas por alto e percebi que alguém que se reforme aos 65 e viva até aos 90 a receber pensão equivalente ao salário que auferia em fim de carreira, custa à segurança social muito mais do que foi descontado. Sobretudo porque, em regra, quem tem melhores salários, tem melhor capacidade de acesso a cuidados de saúde e, como consequência, esperança de vida mais alargada. É preciso que se entenda que quem paga as pensões dos actuais reformados são os actuais contribuintes no activo. E os contribuintes, por mais que contribuam, se não tiverem e criarem filhos, não vão ter quem lhes pague as pensões quando atingirem a idade de reforma. É verdade que ter filhos é difícil e dá muito trabalho. Mas alguma vez foi mais fácil do que é hoje? Não. O que acontece é que a cultura nacional caminhou no sentido de privilegiar o triunfo pessoal e o bem estar individual no imediato, em detrimento de um equilíbrio colectivo com futuro. Cá estou eu a desalinhar, mais uma vez, do politicamente correcto, perguntando àqueles que escolhem ter zero ou um filho, quem é que acham que lhes vai pagar as pensões de reforma. Talvez, um dia, algum governo se encha de coragem e valorize as pensões em função dos filhos que se teve e criou. Porque não sou eu, com os descontos que realizei, que vou pagar a minha reforma. São os meus filhos para quem reservei a maior parte do rendimento que me sobrou depois de pagar impostos e descontos para a Segurança Social. Porque criar, formar e educar filhos dá muito trabalho e custa muito dinheiro. Mas também dá sentido à vida. Vamos, coragem, tenham um filho, vai correr bem! #futuro #reforma #filhos #familia #sustentabilidade

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