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Jéssica Maria arrasa “Deixei de conseguir ignorar a falsidade e o cinismo”

Jéssica Maria abandonou A Quinta na passada terça-feira e só esta noite ela fez um texto a explicar-se aos fãs da decisão. Ela diz que não queria jogar e se fartou da falsidade.

Hey, Eu ainda nem acredito.
Foi uma experiência daquelas. Espetacular. Brutal. Mágica. Inesquecível. Foi m a r a v i l h o s o.
E antes que se tornasse em algo menos bom, resolvi abandonar.
Aos poucos foi-se tornando num jogo que eu não queria jogar. De todo. O meu jogo era apenas nunca me chatear. Não ter maus momentos. Ser eu. No meu melhor lado. Não era a primeira, a segunda nem a terceira vez. Para isso tive que guardar muita coisa para mim, ignorar muitas outras. Sempre fui muito perspicaz, consegui ler o jogo todo, mas sempre ou quase sempre calada. Talvez tenha feito mal, mas desta vez escolhi assim, e não me arrependo. O problema foi quando comecei a sentir um aperto no coração, deixei de conseguir estar concentrada. Não sou de todo fraca, nem sou de desistir, mas por vezes o coração fala mais alto e faz ponderar muita coisa. A “vida real” começou a ser o prato mais pesado da balança. Mesmo sem saber o que se passava ao certo. E mesmo sabendo que podia ser a última vez que pus os pés naquela casa.
Tomei a decisão certa. Já se passaram três dias e não estou arrependida. Só tenho saudades. Imensas. Queria voltar a viver tudo outra vez. Só não queria continuar. Deixei de conseguir passar por cima do facto de não me identificar com certas pessoas. Deixei de conseguir ignorar a falsidade e o cinismo. Deixei de conseguir suportar certas coisas. Deixei de me conseguir divertir.
Não fui pelo prémio. Sabia que nunca seria para mim. Fui pela experiência, pelos animais, fui para aprender, para me divertir, fui pelas boas memórias e bons momentos para mais tarde recordar… Pela Voz. Não fui para discutir, não fui para descer o nível.
Estou muito feliz e orgulhosa da minha participação! Já tinha pedido para sair antes, sentia que algo se passava, o meu coração dizia-me, e nunca me engana. Mas as pessoas de quem eu gostava e confiava convenceram-me a ficar. Esta última semana foi a mais difícil. Já não estava a aguentar confesso. Nada me fazia mudar de ideias. Sentia-me ansiosa, preocupada. Não queria que vissem uma Jessica exausta, desmotivada, triste, da cama para o alpendre, do alpendre para a cama, provavelmente a discutir e a explodir por não estar bem e não só…
Amei os animaizinhos todos, desde os meus porquinhos até ao malvado galo! Consegui despedir-me de todos terça feira à tarde, custou-me tanto… Adorei cortar lenha, nunca pensei ter tanto jeito! Adorei tratar da pocilga, o Sr. Carlos deixava-me toda orgulhosa a elogiar o meu trabalho, o porte grande, o pequeno, os meus coelhinhos que até dentro da casinha deles passei tardes sentada.. Todos no meu coração.

Amei “estar” mais uma vez com a Voz. É o que me deixa mais nostálgica e com mais saudades. Todas as palavras, todas as conversas, as risotas, os desafios secretos, os desabafos…
Não se esqueça de mim! Está no meu coração para s e m p r e. Você sabe. Não foi fácil conquista-lo, mas tenho a certeza que me guarda também no seu coração, tal como eu. Não consegui dizer-lhe uma coisa. Uma daquelas coisas que antes de dizer me dava um nó na garganta e começava feita bebe a chorar. Que o acho incrível. Com o coração enorme, muito humano. Que todos devíamos ter uma Voz nas nossas vidas! Não sei se vê o meu face, mas só lhe queria dizer que já sei o porque de achar que algo não estava bem. os meus pais quiseram-me poupar de uma notícia muito triste. Eu sabia que algo tinha acontecido. Mas você não sabia, e eu nunca duvidei disso.

P.s Fui eu que fui gritar por si hoje, acho que percebeu. Obrigada por tudo!

Quero agradecer a oportunidade mais uma vez, do fundo do meu coração, pelo convite e privilégio de estar naquela casa mais uma vez. Para ser sincera, foi a vez que mais gostei. Parece contraditório, eu sei, mas é a verdade. Conheci e vivi com pessoas maravilhosas que me fizeram feliz e proporcionaram momentos que já mais esquecerei! Era esse o objetivo. Estou bem, estou feliz. Qualquer momento que eu recorde me faz sorrir. E só de pensar, que estive quase para não ir… Aí, aí. Que tonta.

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